Vou me confessar aqui, agora
Preciso expurgar meus demônios, mandá-los para fora, para outra dimensão, de onde talvez jamais voltem.
A verdade é que eu me esqueci de como sorrir, de como se rir. (Como o Lobo da Estepe)
Eu não sei mais como se faz, eu não vejo motivo, porque, razão.
Aliás muitas coisas perderam o sentido.
A Tv, pra quê ela existe? Por que a criaram, com que proposito? E este proposito ainda existe?
Os livros, a impressa, a internet, o futebol, tudo parece desnecessário e vil.
Decidi escrever aqui, porque quando eu falo sobre este assunto as pessoas mudam de assunto, simplesmente é assim: ignorável.
Ah sim! Mais uma coisa: eu me odeio e me amo.
Amo a forma que cresci, amo as pessoas que vi, amo os amores, amo meus hábitos, meus gestos, meus gostos, amo…
E odeio! odeio minha aparência (sempre achei que podia ser diferente), odeio o fato de me esquecer das coisas rapidamente, de sempre falar sobre revoluções e estratégias e nunca pô-las em práticas, odeio não ser o centro das atenções, odeio o fato de nunca ter me apaixonado de verdade.
Me odeio!
Devo dizer que desde de pequena eu era, digamos, a menina de óculos, que lia HQs e mangás, assitia Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakusho ao invés de He-Man e Power Rangers (nunca gostei Power Rangers), que gostava de folhas amareladas, papeis de parede vintage e bonecas de papel e de pano, ao invés de Barbies, que ouvia bandas que ninguém gostava ou ninguém conhecia.
A tímida, a ocupada com nada, a que prefere casa ao invés de festas e reuniões em clubes de literatura ao invés de sair para comprar roupas. A fã de Tolkien, a que gasta dinheiro com “O Senhor dos Anéis”.
Não vou mentir, eu tenho medo do mundo rejeitar minhas opiniões, me chamar de idiota e eu poder apenas olhar, impassivel.
Eu tenho medo de esquecer as pessoas de quem gosto , de torná-las descartáveis sem querer.
Será que a culpa é minha?
Culpa…
Tenho culpa de expandir meu universo, afinal como Einstein disse “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao tamanho original”.
Sim, a culpa é minha, a culpa é minha de querer saber sempre mais, mas nunca ser organizada para encontrar as respostas, de ler o jornal de trás para frente, de saltar os parágrafos quando leio um livro, de preferir revitas cientificas, de lê livros físicos mas odiar os virtuais, ouvir sempre mais e continuar calada, até a hora que me passarem a palavra e me esquecer do que devia dizer.
Odeio estar doente, odeio admitir que estou doente, odeio faltar. Odeio ter ideias geniais antes de dormir e acordar sem me lembrar de nada, odeio ter preguiça, não fazer as coisas na hora, adoro meus surtos de arrumação, adoro correr sem motivo, adoro cantar, adoro margaridas, bonecas artesanais, gosto de qualquer presente, gosto de saber que a pessoa pensou em mim para comprá-lo que ela tentou me agradar e para mim isso basta.
Gosto de hábitos japoneses, de All-Stars, de calças jeans, de maiôs pin-ups, de campo, de rio, de natureza, de cheiro de asfalto e terra molhados depois da chuva, gosto de me agasalhar nos dias frios, de videos desbotados, de músicas bregas, de quebrar regras e saber argumentar, odeio excluir arquivos, odeio pensar que meus olhos são defeituosos.
Me sinto triste, sou triste, mas às vezes me sinto bem
Me sinto numa pocinha aconchegante de conhecimento…
Bom, todo mundo sabe como é legal começar alguma coisa, eu comecei a desenhar desde antes de começar a escrever, mas dai notei que a maioria das coisas que eu fazia eram copias, então agora eu quero fazer algo por mim mesma, que EU MESMA crie.
Estou descobrindo um estilo mais agradável e tentando me adaptar a ele, espero que gostem.
P.S.: ainda não sei pintar direito usando o programa então é tudo muito experimental ;)
Crise da meia meia idade

Ahhh!
Primeiramente feliz 2012!
É o primeiro post do ano:
Me sinto mal, pessima, quase derretida
Poizé, entrei em mais uma crise da adolescência e é aquela que você não consegue fazer naaaada até o fim!
Não consigo arrumar o quarto completamente, nem acabar de ler livros ou fazer pesquisas até o fim no computador, é um desanimo, uma incompreensão que não sei explicar!
Antes eu fazia tudo o que queria, agora mais nada satisfaz.
“Estou procurando dentro de mim como eu fazia antes” como diria a Kiki*
Mas até agora nenhum resposta veio a tona, talvez a vida seja assim mesmo, e a gente precise se desligar do mundo por um tempo, eu mesma tenho feito isso muito ultimamente, deixei os ritmos para trás e estou ouvindo coisas novas, coisas que eu nunca ouvi, mas que estou gostando de ver, ouvir, provar…
Bem, nenhum homem, ou melhor mulher, é uma ilha.
Apesar de tudo me sinto feliz e gostaria que as pessoas que estão nesta fase se sentisse felizes também porque é uma chance delas se encontrarem consigo mesmas se olharem no fundo dos olhos e decidir que caminho vão tomar daqui em diante !!!
* personagem principal do “serviço de Entregas da Kiki” dirigido por Hayao Miyazaki e produzido pelo Studio Ghibli
Vivendo no ócio
Eu sou muito ociosa!
Ócio é nada mais, nada menos do que a preguiça, o tédio e a falta de paciência tudo num recipiente só: Teu corpo!
Pior é quando comparam o ócio com teu estilo de vida, minha mãe querida diz que artes é coisa de vagabundo, rock é coisa de drogado e designer não é profissão.
Mesmo assim as melhores ideias surgem no ócio ou antes de dormir…
Dorgas!
Eu aprendi
Aprendi a me vestir
Aprendi a falar
A me comportar
A escrever
A ver o outro lado da situação
A me organizar
A fazer o certo
A temer e evitar o errado
A não exigir dos outros
A exigir de mim
Aprendi a rir das desgraças
A chorar da graça que encobre o sofrimento
Aprendi a separar, unir, multiplicar, remover
Aprendi palavras novas
Sons, Cores, Sabores
Aprendi a sonhar
Aprendi a usar o outro lado do papel
mas não aprendi a esquecer…
Verdade mais que absoluta
(via 1-2-3-repeater)
O problema não é a sociedade dizer que você é feio, é você acreditar que o é
Não olhe muito para os outros senão você acaba tropeçando e caindo sozinho
Mais difícil que matar que um homem, é matar um nome

